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Política

Família Campos encerra ciclo na política de Mato Grosso em Cuiabá

Júlio Campos não conseguiu a reeleição para a ALMT e Jayme Campos deixará o Senado em 2027.

Por Redação VORA News
Família Campos encerra ciclo na política de Mato Grosso em Cuiabá

A influência política da família Campos em Mato Grosso chegou ao fim após a apuração para a Assembleia Legislativa em Cuiabá. O deputado estadual Júlio Campos, do União, não foi reeleito ao somar 18.512 votos, sendo superado por Dilmar Dal Bosco, com 56.277 votos, e Sebastião Rezende, com 32.095 votos, ambos da Federação União Progressista.

O senador Jayme Campos, também do União, não participou do pleito atual. Seu mandato no Senado Federal termina no início de 2027, data em que ocorrerá sua aposentadoria compulsória do Congresso Nacional. Pela primeira vez em mais de 50 anos, nenhum dos irmãos ocupará cargo público eletivo.

Com raízes políticas em Várzea Grande e legado do pai, Júlio Domingos de Campos, os irmãos alternaram-se em cargos de prefeito, governador e senador. Ao longo de suas trajetórias, passaram por siglas como ARENA, PDS, PFL, DEM e União Brasil.

O declínio do grupo ocorreu diante da força do bloco governista composto pelo governador reeleito Otaviano Pivetta e pelo senador eleito Mauro Mendes. No início de 2026, Jayme Campos tentou a candidatura ao governo, mas foi derrotado na convenção interna do União Brasil por 30 votos a 19.

Júlio Campos optou por apoiar a campanha de Wellington Fagundes, do PL, contrariando as diretrizes de seu próprio partido. A estratégia resultou no esvaziamento de suas bases eleitorais e contribuiu para o resultado negativo nas urnas.

Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral confirmam a nova configuração do Senado em Mato Grosso. Mauro Mendes obteve 1.186.981 votos e Zé Medeiros alcançou 977.597 votos, consolidando-se como os novos representantes do estado.

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