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Política

Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda em MT

Alcino Barcelos é alvo de apuração sobre fraudes em licitações e lavagem de dinheiro

Por Redação VORA News
Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda em MT

O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso, realizou uma operação em Pontes e Lacerda nesta sexta-feira, 25. A ação investiga supostas fraudes em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro em contratos da Prefeitura municipal ocorridos entre 2017 e 2024.

O ex-prefeito e candidato a deputado estadual, Alcino Barcelos, foi um dos alvos da operação. A investigação aponta indícios de favorecimento da empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda. em sete contratos, sendo que cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somam R$ 4,7 milhões, valor que chega a R$ 5,78 milhões com a atualização monetária.

As apurações do Naco indicam possíveis vínculos funcionais, empresariais e familiares entre particulares e agentes públicos. Relatórios do Coaf também apontaram movimentações financeiras suspeitas. Além disso, a compra da propriedade rural Estância Rancho Fundo I pelo ex-prefeito é investigada, pois não foram encontrados registros oficiais de movimentação de 100 cabeças de gado Nelore, forma de pagamento prevista no negócio.

Em vídeo publicado no Instagram, Alcino Barcelos negou as fraudes e afirmou que não havia dinheiro ilícito em sua residência. O candidato questionou a data da operação, ocorrida a nove dias das eleições, e alegou que a Justiça está sendo usada para cometer injustiças, citando que não foi ouvido em nenhuma instância da investigação.

Durante a ação, o ex-prefeito mencionou que a polícia encontrou em sua casa uma arma antiga, do calibre 28 e sem munição, que seria uma relíquia deixada por seu pai. Sobre a empresa Concretubos, ele defendeu que a companhia é pequena e participou de pregões abertos a todos.

A Justiça autorizou a quebra dos sigilos financeiro, fiscal e bancário, além de mandados de busca e apreensão e a indisponibilidade de bens e valores. A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral do Estado e da Polícia Civil.

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