Polícia Civil investiga advogados por falsificação de documento em Cuiabá
Operação Reescrita apura tentativa de facilitar a transferência de integrante de facção criminosa para Mato Grosso.

A Polícia Civil deflagrou a Operação Reescrita nesta quarta-feira, 28, em Cuiabá, Mato Grosso. A ação visa apurar a falsificação de um documento judicial que teria como objetivo beneficiar a transferência de Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco, apontado como vice-presidente de uma facção criminosa.
Os advogados Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros, Gerson Tomé Trevisol e Felipe Augusto Dorileo de Rezende são os alvos da operação. Eles são suspeitos de participação em organização criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.
As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) revelaram que o documento falso determinava estudos de comportamento para transferir o preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado, em MT.
Em dezembro de 2025, dois dos advogados apresentaram a suposta decisão em um gabinete judicial de Cuiabá. Servidores da unidade constataram que o magistrado não havia proferido a decisão e que o documento não constava no processo, apresentando indícios de edição externa e código de validação de outro processo.
A Polícia Civil indica que Pabline teria participado da elaboração ou edição do arquivo, enquanto os demais advogados teriam atuado na apresentação do documento ao Judiciário.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá, abrangendo três residências e um escritório de advocacia. O procedimento foi acompanhado por representantes da OAB-MT.
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