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PF mantém prisões de presidente do TCE-MT e outros cinco em Cuiabá

Operação Tomada de Contas investiga movimentações suspeitas de R$ 75,8 milhões no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
PF mantém prisões de presidente do TCE-MT e outros cinco em Cuiabá

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, e outros cinco investigados deixaram a sede da Polícia Federal em Cuiabá nesta quinta-feira (29) em viaturas policiais. As prisões preventivas foram mantidas após audiências de custódia virtuais conduzidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Tomada de Contas, que mobilizou mais de 180 agentes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, apura irregularidades em contratos administrativos e pagamentos a servidores do TCE-MT. Foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, além de sequestro de bens e quebra de sigilos.

De acordo com a decisão do ministro Og Fernandes, do STJ, a Polícia Federal identificou movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 75,8 milhões entre janeiro e outubro de 2025. A PF aponta Sérgio Ricardo como líder de uma estrutura que utilizava operadores para converter recursos em dinheiro vivo.

A investigação detalha que Sérgio Ricardo teria recebido R$ 15,4 milhões e realizado saques de R$ 15,6 milhões. Roseli Loss, secretária-executiva e procuradora bancária do conselheiro, é apontada como operadora de saques, tendo retirado R$ 3,52 milhões de contas do núcleo investigado.

Outros alvos incluem Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, ex-consultor jurídico-geral, que teria recebido R$ 32,3 milhões, e Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico, com recebimentos de R$ 15,9 milhões. Felipe José Glinke, assessor da Presidência, teria recebido R$ 9,9 milhões, enquanto Adriangelo Barros Antunes é suspeito de transportar o dinheiro em espécie.

O caso investiga se recursos do Tribunal foram desviados por pagamentos fora do fluxo convencional para posterior saque. Os fatos podem configurar crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a Administração Pública.

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