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Gestão pública em Mato Grosso discute barreiras à ascensão feminina

Análise aponta a existência do teto de vidro que limita o acesso de mulheres a cargos de alta direção no Estado.

Por Redação VORA News
Gestão pública em Mato Grosso discute barreiras à ascensão feminina

Apesar de o concurso público garantir igualdade formal de ingresso no Estado de Mato Grosso, a trajetória profissional revela a existência do glass ceiling, ou teto de vidro. Essa barreira invisível restringe a chegada de mulheres a postos decisórios, criando a falsa percepção de que a baixa representatividade no topo seja fruto de escolha ou falta de qualificação.

No setor público mato-grossense, a disparidade não ocorre nos salários iniciais, mas no acesso a cargos comissionados, chefias de gabinete, secretarias adjuntas e conselhos de deliberação estratégica. A gestora governamental do Estado, Flavia Silva de Oliveira, afirma que superar esse cenário é uma exigência técnica de eficiência, integridade e governança pública.

A especialista argumenta que a dependência de redes informais de indicação e vieses inconscientes prejudica a capacidade analítica e a inovação do Estado. Para modernizar a gestão, é proposta a institucionalização da meritocracia e o mapeamento de competências técnicas mensuráveis para a seleção de funções gratificadas e cargos de direção.

Outro ponto destacado é a necessidade de combater o duplo padrão, no qual servidoras são desqualificadas por rótulos subjetivos e estereótipos de conduta. A solução passaria por mentorias e trilhas de liderança executiva focadas em entregas reais, neutralizando julgamentos sobre a personalidade ou aparência da mulher.

A proposta para o Poder Executivo de MT inclui a adoção de mecanismos normativos e cláusulas de governança inclusiva. Isso envolveria a inserção de requisitos de diversidade em regulamentos e processos seletivos internos, tornando a presença feminina no comando uma diretriz permanente de Estado.

A valorização do capital humano e a justiça institucional são vistas como caminhos para que as decisões estaduais reflitam a capacidade técnica do corpo funcional. O objetivo é garantir que a administração pública seja mais ágil e inovadora na entrega de resultados para a sociedade mato-grossense.

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