Mosteiro do Carmelo de São José está em construção no bairro Sucuri, em Cuiabá
Com 45% das obras concluídas, novo espaço em Mato Grosso abrigará 15 monjas dedicadas à vida de clausura.

O primeiro e único Carmelo de Mato Grosso está construindo sua sede definitiva no bairro Sucuri, em Cuiabá. O projeto prevê uma estrutura de 3 mil metros quadrados, com previsão de conclusão em dois anos, para abrigar 15 monjas que vivem em clausura, dedicando-se ao trabalho, ao recolhimento e à oração.
Atualmente, a comunidade funciona de forma provisória em uma casa de retiros alugada em Várzea Grande. O novo mosteiro foi planejado para atender às necessidades específicas da vida monástica, contando com capela, refeitório, enfermaria, salas de trabalho, lavanderia, cozinha e celas, que são os quartos das religiosas.
A obra, orçada em R$ 14 milhões, já executou aproximadamente 45% do projeto, o que soma R$ 6,2 milhões investidos. Segundo a irmã Joana da Cruz, mestra de noviças, ainda são necessários R$ 7,8 milhões para finalizar as etapas de instalações hidráulicas e elétricas. O padre Reginaldo de Souza Oliveira, assessor eclesiástico do Carmelo, afirmou que a construção tem sido viabilizada por doações.
Fundado oficialmente em 12 de junho de 2021, o Carmelo de São José iniciou suas atividades com oito irmãs, sendo três em formação, e sete jovens que ingressaram na comunidade. O processo de fundação durou três anos e contou com o apoio do arcebispo Dom Milton, que buscava estabelecer uma comunidade contemplativa na capital mato-grossense.
Diferente de congregações de vida ativa, as monjas do Carmelo vivem isoladas do mundo exterior por grades de ferro, saindo apenas em casos excepcionais, como tratamentos médicos ou para votar. O contato com familiares e pedidos de oração ocorrem em horários programados no locutório, espaço também dividido por barras de ferro.
Para o sustento da comunidade, as religiosas produzem alfaias de altar, paramentos litúrgicos e velas dentro do mosteiro. O padre Reginaldo de Souza Oliveira explica que a clausura não é uma prisão, mas uma escolha que permite às monjas se dedicarem inteiramente a Deus, servindo como suporte espiritual para a Igreja.
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