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Alvos de operação no TCE-MT recorrem ao STF para tentar deixar a prisão

Sérgio Ricardo e outros três investigados por desvios de recursos em Mato Grosso entraram com habeas corpus.

Por Redação VORA News
Alvos de operação no TCE-MT recorrem ao STF para tentar deixar a prisão

O presidente afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, e mais três investigados recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF). Roseli Loss, Grhegory Paiva e Adriangelo Barros entraram com pedidos de habeas corpus para tentar reverter a prisão decorrente da Operação Tomada de Contas, deflagrada em Cuiabá e outras localidades.

O ministro Dias Toffoli solicitou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a soltura dos quatro alvos. A PGR já havia se posicionado contra as prisões na etapa anterior, quando os mandados foram autorizados pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Polícia Federal investiga um esquema de desvio de dinheiro público no TCE-MT por meio de pagamentos irregulares e contratos administrativos. O prejuízo estimado é de R$ 145 milhões, embora o valor total do rombo financeiro ainda esteja sendo identificado pelas autoridades.

De acordo com a PF, o grupo simulava crises orçamentárias para suspender contratos, mas mantinha pagamentos a empresas que devolviam parte dos valores aos envolvidos. O dinheiro era movimentado fora da folha regular do tribunal e convertido em espécie via saques e ordens bancárias.

A operação mobilizou 180 policiais e resultou na apreensão de mais de R$ 4,3 milhões, além de dólares, euros, libras, pesos argentinos, 31 veículos e 16 armas. Foram identificadas movimentações superiores a R$ 75 milhões na conta de Sérgio Ricardo e milhões de reais em contas de outros investigados.

Com o afastamento de Sérgio Ricardo, o conselheiro Waldir Teis assumiu a presidência da Corte e exonerou 16 servidores envolvidos na investigação. Os alvos podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a Administração Pública.

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