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Trio é condenado por matar advogado em Cuiabá

Penas somam 68 anos de prisão para o executor, o intermediador e o suposto financiador do crime ocorrido em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Trio é condenado por matar advogado em Cuiabá

O Tribunal do Júri condenou, na noite de quinta-feira (1º), Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas pela morte do advogado Roberto Zampieri. O crime aconteceu em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, onde a vítima foi atingida por dez tiros dentro de seu veículo.

Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor, e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, indicado como financiador, receberam penas de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão cada. Antônio teve a pena reduzida por confessar o crime, enquanto Caçadini teve a atenuante aplicada por ter mais de 70 anos. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a ação, foi condenado a 25 anos de prisão.

Os três foram condenados por homicídio qualificado, com uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão ocorreu após mais de 38 horas de julgamento presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá.

As investigações apontam que a motivação estaria ligada a uma disputa pela Fazenda Lagoa Azul, em Paranatinga, avaliada em R$ 100 milhões. Segundo o Ministério Público, Caçadini contratou Antônio e Hedilerson para a execução, e Antônio teria recebido R$ 40 mil pelo serviço.

O caso também gerou desdobramentos sobre a venda de decisões judiciais em Mato Grosso, resultando na Operação Sisamnes da Polícia Federal em 2024. Outro processo corre separadamente contra Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do assassinato.

Durante o julgamento, Antônio confessou o crime e alegou que a vítima estava envolvida em corrupção. Hedilerson negou a participação, afirmando ter sido traído por Antônio, que teria pego sua arma sorrateiramente. Caçadini também negou envolvimento e afirmou ser injustiçado. Os réus podem recorrer da sentença.

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