Instabilidade climática retarda início do plantio da soja em Mato Grosso
Umidade irregular do solo e altas temperaturas fazem produtores mato-grossenses aguardarem chuvas constantes para a safra 2026/27.

Apesar de precipitações registradas no início de outubro em Mato Grosso, a volatilidade do clima e o piso térmico elevado têm freado o início do plantio da soja para a safra 2026/27. O monitoramento por satélite da EarthDaily indica que a umidade do solo oscila rapidamente, evaporando logo após chuvas isoladas devido ao calor intenso da região.
O déficit hídrico acumulado em setembro torna a operação das máquinas arriscada. A falta de alinhamento das chuvas pode resultar em perda de sementes e aumento de custos operacionais para os agricultores do estado.
Existem divergências entre as projeções meteorológicas. O modelo europeu ECMWF prevê um aumento de 31% nos níveis de água no solo no começo do mês, porém alerta que esse benefício será breve caso a frequência de chuvas não seja mantida.
Já o modelo americano GFS aponta a manutenção de temperaturas muito altas sobre Mato Grosso. Esse cenário favorece a evaporação da água retida na terra, o que pode prejudicar a emergência das plantas.
Enquanto a situação em Mato Grosso exige cautela, produtores de Goiás e Mato Grosso do Sul conseguem acelerar o plantio por possuírem terrenos mais homogêneos. No MATOPIBA, especificamente na Bahia e no Tocantins, a estiagem prolongada mantém o maquinário parado.
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