Debates eleitorais e crime em Cáceres marcam reta final em Mato Grosso
Período foi marcado por embates entre candidatos ao Governo, morte de militar e condenações judiciais em Cuiabá.
A reta final das eleições para o Governo de Mato Grosso foi marcada por confrontos entre os candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD). Durante debates promovidos pelas TVs Centro América e Vila Real, os políticos trocaram acusações de corrupção e agressão. Pivetta defendeu incentivos fiscais para atrair indústrias, enquanto Fagundes criticou as concessões, alegando que cerca de 30 empresas deixaram de recolher R$ 15 bilhões em impostos.
Nos bastidores, o candidato Rafaell Milas (Missão) questionou Wellington Fagundes sobre possíveis benefícios fiscais a uma empresa ligada ao filho do senador, João Antônio Fagundes Neto. Milas afirmou que o adversário fugiu do debate sobre o tema. Em resposta, Wellington negou as irregularidades e prometeu renunciar à candidatura caso os incentivos sejam comprovados.
Em Cáceres, a Polícia Civil investigou o assassinato do sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos. O militar foi morto a tiros dentro de casa após ser confundido com o alvo de uma facção criminosa. Segundo o delegado Diego Felipe da Silva de Toledo, o crime ocorreu devido a uma disputa de território entre organizações criminosas, sendo a execução acompanhada pelos mandantes via chamada de vídeo.
No cenário político, a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) denunciou ataques orquestrados e afirmou que mulheres receberam R$ 7 mil para prejudicar sua imagem. A deputada também anunciou o rompimento com o senador José Medeiros (PL), declarando que foi usada durante o processo eleitoral.
Em Cuiabá, a presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), desistiu de tentar a recondução ao cargo e passou a apoiar o vereador Dilemário Alencar (União) para a presidência do Legislativo. A movimentação gerou divergências com o prefeito Abilio Brunini (PL), que classificou como oposição o grupo liderado pelo vereador Ilde Taques (Podemos), embora este tenha negado o rompimento com a gestão municipal.
Ainda na capital, três réus foram condenados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime ocorrido em dezembro de 2023. O julgamento contou com versões conflitantes: o executor confessou o crime alegando combate à corrupção no Judiciário, enquanto o financiador negou envolvimento.
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