Setor madeireiro articula exportações via Porto Seco de Cuiabá
Iniciativa busca reduzir custos logísticos e agilizar a liberação de cargas de madeira em Mato Grosso.

Representantes do setor madeireiro buscam viabilizar o uso do Porto Seco de Cuiabá, em Mato Grosso, para a exportação de madeira. A articulação envolve o Ibama e visa criar uma alternativa para desafogar os portos marítimos brasileiros.
Rafael Mason, presidente do FNBF e diretor do CIPEM, classificou a medida como um avanço histórico. Para ele, a utilização da estrutura na capital mato-grossense pode se tornar uma opção importante para os empresários da área.
A proposta abrange espécies submetidas aos procedimentos de exportação e também produtos listados na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, a Cites.
De acordo com Valdinei Bento dos Santos, diretor-executivo do CIPEM, a mudança permitiria identificar e resolver pendências documentais ou fiscais ainda em Mato Grosso. Atualmente, falhas detectadas apenas nos portos marítimos geram atrasos e gastos com armazenagem.
O diretor ressaltou que a realização dos procedimentos em Cuiabá traz mais agilidade e reduz custos. A medida também evitaria despesas com o retorno de cargas ao município de origem em casos de problemas complexos.
A iniciativa pretende melhorar a logística e a comunicação entre o órgão ambiental e o setor produtivo. O objetivo final é garantir maior previsibilidade e segurança para quem produz, regula e autoriza as exportações no estado.
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