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Relatório aponta baixa experiência em voo noturno em acidente em Sinop

CENIPA identificou que falta de referências visuais e comandos excessivos contribuíram para a quebra do trem de pouso em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Relatório aponta baixa experiência em voo noturno em acidente em Sinop

Um acidente com aeronave de escola de aviação civil ocorreu em Sinop, Mato Grosso, durante um treinamento noturno de pousos e arremetidas para revalidação de habilitação. O avião tocou o solo de forma brusca na sexta sequência de manobras na pista 21, resultando na quebra do trem de pouso auxiliar após um segundo impacto devido a sobrecarga estrutural.

A investigação revelou que o piloto em instrução possuía cerca de 120 horas totais de voo, sendo apenas três horas em condições noturnas, realizadas em 2021. Já o instrutor acumulava 223 horas e 20 minutos de voo, com 35 horas e seis minutos na função de instrutor, tendo obtido a habilitação para a atividade um mês antes do ocorrido. O CENIPA afirmou que ambos cumpriam os requisitos regulamentares.

O aeródromo fica em zona rural, a 10 quilômetros do centro de Sinop, e não possui iluminação próxima. Com a luminosidade lunar em 4,4% na noite do fato, a análise indicou que a falta de referências visuais pode ter reduzido a percepção da posição do avião, citando os fenômenos de black hole e bounce.

Não foram encontradas falhas mecânicas nos componentes da aeronave, que estava com a manutenção atualizada, certificado de aeronavegabilidade válido e dentro dos limites de peso. As condições meteorológicas também estavam acima dos mínimos exigidos, apesar da baixa luminosidade.

O relatório final listou como fatores contribuintes o julgamento de pilotagem, a aplicação de comandos, o processo decisório e a pouca experiência do piloto. A contribuição dos fatores de percepção e atenção foi classificada como indeterminada.

Como prevenção, o CENIPA recomendou que a ANAC compartilhe as lições da investigação com a escola de aviação. A medida visa aprimorar o gerenciamento de erros e orientar instrutores a adotarem posturas proativas e conservadoras para evitar que falhas de alunos evoluam para acidentes.

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