Gaeco realiza operação contra vereadores em Cuiabá e Várzea Grande
Investigação apura crimes durante processo de reeleição da Mesa Diretora do Legislativo de Várzea Grande.

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso. A ação visa apurar possíveis crimes de corrupção, extorsão, chantagem, ameaça e cárcere privado ocorridos durante a eleição para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Ao todo, 15 vereadores foram alvos da operação, incluindo o parlamentar Wanderley Cerqueira (MDB), que havia sido reeleito para comandar o Legislativo várzea-grandense. Além dos vereadores, a Justiça expediu mandados contra uma servidora da Casa e um suplente de vereador do município.
As equipes do Gaeco cumpriram 30 mandados de busca e apreensão em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Foram realizadas buscas domiciliares, pessoais e em veículos para a coleta de evidências sobre as irregularidades no pleito.
Entre os alvos estão os vereadores de Cuiabá Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues (Podemos). A investigação indica que a participação de ambos em uma confraternização, ocorrida às vésperas da sessão de eleição em Várzea Grande, motivou a expedição dos mandados.
Outros parlamentares de Várzea Grande também foram alvo, como Kleberton Feitoza (PSB), Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Enfermeiro Emerson (PP), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Wender Madureira (Republicanos), Gisa Barros (Podemos), Lucélia Oliveira (Agir), Sargento Galibert (MDB), Rogerinho Dakar (PSDB) e Raul Curvo (Republicanos).
A eleição que colocou Wanderley Cerqueira no comando do Legislativo, com 12 dos 23 votos, foi anulada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não existe data definida para a realização de uma nova votação.
A defesa do vereador Ilde Taques, representada pelo advogado Eduardo Mahon, informou que o parlamentar colaborou com as buscas e que não houve a localização de elementos que sugiram irregularidades. O advogado afirmou que o cliente ainda não teve acesso ao processo sigiloso.
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