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Política

Gaeco mira 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá em Mato Grosso

Operação Cathedra Venalis investiga crimes de corrupção, extorsão e cárcere privado envolvendo parlamentares.

Por Redação VORA News
Gaeco mira 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá em Mato Grosso

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis contra 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso. A investigação aponta a existência de um grupo de agentes públicos envolvidos em crimes de corrupção, extorsão, chantagem, ameaças e cárcere privado.

Entre os alvos estão o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), a diretora financeira Lorineide Aparecida Trindade Inha e o secretário legislativo Samir Japonês (PL). Em Cuiabá, a operação atingiu o presidente eleito da Câmara, Ilde Taques (Podemos), e o vereador Alex Rodrigues (Podemos).

A denúncia detalha que Wanderley Cerqueira teria organizado o confinamento de parlamentares em uma chácara em maio deste ano, ação que foi monitorada pelo Gaeco com drones. Na ocasião, vereadores de Cuiabá foram abordados por policiais da Rotam com R$ 40 mil em espécie. Ilde Taques afirmou que o valor era um empréstimo pessoal, enquanto Alex Rodrigues negou envolvimento.

O Gaeco investiga que o grupo planejava a reeleição de Wanderley Cerqueira e a cassação da prefeita Flávia Moretti. As suspeitas incluem a oferta de R$ 500 mil para a privatização do DAE, propinas de R$ 2 milhões para impedir uma CPI e o uso de gravações clandestinas para chantagear políticos.

As evidências de corrupção foram reforçadas pelo rastreamento financeiro de um dos investigados, que revelou movimentações atípicas no valor de R$ 3,1 milhões. O esquema também envolveria o loteamento de cargos públicos.

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