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Lucas do Rio Verde alerta para combate ao Aedes aegypti em Mato Grosso

Município registra mais de 1.600 notificações de dengue em 2026 e monitora novo sorotipo.

Por Redação VORA News
Lucas do Rio Verde alerta para combate ao Aedes aegypti em Mato Grosso

A Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, alertou a população para o combate ao mosquito Aedes aegypti com a chegada do período de chuvas. Embora tenha ocorrido uma queda de 50% nos casos suspeitos nas últimas três semanas, a cidade já soma mais de 1.600 notificações da doença em 2026, com média semanal entre 30 e 35 novos registros.

A situação epidemiológica é agravada pela circulação do sorotipo 3 da dengue. Como essa cepa não circulava na região há bastante tempo, a maioria dos moradores não possui imunidade, o que facilita a propagação e pode tornar os quadros clínicos mais graves. O cenário inclui internações com sinais de alarme e casos graves.

As altas temperaturas e mudanças climáticas têm acelerado a proliferação do vetor, inclusive em fossas e locais com água suja. A Vigilância destaca a importância da limpeza de calhas, pois o acúmulo de folhas impede o escoamento da água e cria focos difíceis de visualizar, sendo a manutenção dessas estruturas de responsabilidade dos proprietários.

Para fiscalizar imóveis fechados, a prefeitura utiliza drones para mapear focos. Denúncias de quintais com lixo ou água acumulada podem ser feitas via Ouvidoria Municipal ou pelo telefone (65) 3548-2508. Proprietários de imóveis fechados notificados têm 48 horas para resolver o problema, sob risco de multas ou ingresso forçado no local.

As ações integradas da prefeitura incluem mutirões de limpeza, notificação de terrenos baldios, instalação de ovitrampas e estações de larvicida em borracharias e ferros-velhos. A vacina contra a dengue permanece disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Cláudia Engelmann afirmou que o combate ao mosquito é difícil devido às mudanças climáticas, mas ressaltou que o empenho coletivo é a principal arma. Ela reforçou a necessidade de a população receber os agentes de endemias e colaborar com a limpeza interna das residências.

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