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Justiça Federal arquiva acusação de peculato contra ex-diretor da Saúde em Cuiabá

Decisão da 7ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso acolheu pedido do MPF após constatar ausência de provas de irregularidades cometidas por Giovani Valar Koch.

Por Redação VORA News
Justiça Federal arquiva acusação de peculato contra ex-diretor da Saúde em Cuiabá

A 7ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso determinou o arquivamento da acusação de peculato contra Giovani Valar Koch, ex-diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) em Cuiabá. A decisão segue o entendimento do Ministério Público Federal (MPF), que não encontrou evidências de que o ex-gestor tivesse intenção de desviar verbas ou soubesse de irregularidades.

O processo investigava a autorização de pagamento, em fevereiro de 2024, de uma nota fiscal de 2022 referente a serviços de manutenção e instalação de câmeras prestados pela empresa Lume Divinum. Giovani respondia por peculato, crime com pena máxima de 12 anos.

A defesa, representada pelo advogado Matheus Bazzi, argumentou que o ex-diretor não participou das contratações feitas entre 2021 e 2022. Segundo Bazzi, o pagamento foi autorizado após análise e aprovação dos setores jurídico, financeiro, de controladoria e de contratos da ECSP.

Em depoimento à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, Giovani afirmou não conhecer a empresa contratada, seus sócios ou os demais investigados. Ele explicou que a liberação do valor dependia de assinatura de dois diretores e de um parecer jurídico favorável.

O MPF concluiu que não havia vínculo entre o gestor e as suspeitas, ressaltando que a continuidade de pagamentos pendentes não é prova suficiente para responsabilizar quem assumiu a gestão da ECSP em 2024. O órgão também descartou a existência de associação criminosa por falta de provas de divisão de tarefas ou acordo entre os envolvidos.

Para o advogado Matheus Bazzi, a decisão comprova que não houve dolo e que o cliente foi responsabilizado apenas por sua posição de gestor, apesar de ter solicitado informações aos órgãos de controle e pareceres jurídicos.

O arquivamento contempla todas as modalidades de peculato, seja dolosa, culposa, tentada ou consumada. Outras imputações ligadas à Operação Athena seguem sob avaliação das autoridades.

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