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Vereador de Cuiabá é alvo de operação do Gaeco em Mato Grosso

Ilde Taques afirma que R$ 40 mil encontrados em abordagem policial eram fruto de empréstimo para reforma.

Por Redação VORA News
Vereador de Cuiabá é alvo de operação do Gaeco em Mato Grosso

O vereador de Cuiabá, Ilde Taques, do partido Podemos, tornou-se alvo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Mato Grosso. A ação investiga a existência de uma organização criminosa na Câmara de Várzea Grande para garantir a reeleição do presidente Wanderley Cerqueira.

Um relatório do Gaeco detalha que a Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) abordou o parlamentar após denúncia anônima sobre transporte de dinheiro em espécie em um veículo Volkswagen T-Cross. Durante a revista, os policiais localizaram cerca de R$ 40 mil dentro de uma mochila.

Ao capitão Roger Garcia Gonçalves da Silva, comandante da Rotam, Ilde Taques declarou que a quantia era proveniente de um empréstimo particular destinado a uma reforma. O vereador alegou possuir uma nota promissória para comprovar a origem do valor e foi liberado, pois não havia mandado de prisão contra ele.

Na terça-feira, dia 20, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra 15 alvos, incluindo Ilde e o vereador Alex Rodrigues. O parlamentar afirmou que apenas seu celular foi recolhido e que nenhum material ilegal foi localizado em seu carro ou residência.

Ilde Taques confirmou ter participado de um almoço com Alex Rodrigues e parlamentares de Várzea Grande antes da eleição da Mesa Diretora daquela Casa. No entanto, negou que tenham ocorrido discussões sobre compra de votos ou articulações políticas no encontro.

A Operação Cathedra Venalis apura se houve pagamentos ou vantagens indevidas para assegurar a vitória de Wanderley Cerqueira, reeleito presidente por 12 votos a 11 em maio de 2026. Ao todo, 30 mandados de busca foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

O Gaeco ressaltou que a localização do dinheiro, isoladamente, não comprova que os valores possuam relação com as suspeitas investigadas na operação.

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