Justiça retira sigilo de processo de feminicídio em Cuiabá
Ação penal contra homem acusado de matar a esposa e simular sequestro passa a ser pública.

A 1ª Vara Criminal de Cuiabá, em Mato Grosso, levantou o segredo de justiça do processo contra Jackson Pinto da Silva. O réu é acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em 4 de maio de 2026, no bairro Parque Cuiabá.
A decisão da juíza Monica Catarina Perri Siqueira atende a um pedido do Ministério Público e conta com a concordância de Nilson Moura de Sousa, assistente de acusação e representante da família. Com a medida, a futura sessão do Tribunal do Júri será aberta ao público.
A magistrada fundamentou que o acesso público aos processos judiciais é a regra geral da legislação. Ela destacou que a manutenção do sigilo integral seria incompatível com a realização de um julgamento em sessão pública.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso denuncia que o réu asfixiou a vítima enquanto ela dormia. Para ocultar o crime, o homem teria transportado o corpo para outro imóvel da família e utilizado máquinas de obra para enterrar a esposa.
As investigações indicam que a motivação foi econômica, com o objetivo de assumir a gestão dos bens e finanças da vítima. O acusado teria retirado o sistema de gravação de segurança da casa e registrado um boletim de ocorrência falso sobre o desaparecimento da mulher.
Para sustentar a farsa, Jackson Pinto da Silva teria usado o celular da vítima para enviar mensagens a parentes simulando um sequestro e pedindo resgate. Provas técnicas e testemunhais da Polícia Judiciária Civil desmentiram a versão e localizaram o corpo.
O réu permanece preso e responde pelos crimes de feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. O processo segue na 1ª Vara Criminal de Cuiabá aguardando a data do julgamento.
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