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Mato Grosso

PF aponta que conselheiro aposentado do TCE-MT recebeu R$ 6,6 milhões

Valter Albano foi afastado de atividades no Tribunal de Contas de Mato Grosso por decisão do STJ.

Por Redação VORA News
PF aponta que conselheiro aposentado do TCE-MT recebeu R$ 6,6 milhões

O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Valter Albano da Silva, é investigado pela Polícia Federal por ter recebido R$ 6.617.904,08. Desse montante, R$ 4.940.191,74 teriam sido transferidos por meio de 55 ordens bancárias avulsas, distribuídas em sete contas de cinco instituições financeiras diferentes.

A revelação consta em decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a Operação Tomada de Contas. A ação, deflagrada em 29 de outubro, apura irregularidades em pagamentos a integrantes do órgão e contratos administrativos, com investigações que abrangem o ano de 2025.

O ministro determinou o afastamento imediato de Valter Albano de qualquer atividade vinculada ao TCE-MT, seja remunerada ou não. A decisão proíbe o acesso do ex-conselheiro às dependências e sistemas da instituição, veda o contato com servidores e outros investigados, e exige a entrega do passaporte para evitar que ele deixe o país.

A decisão judicial menciona que Albano, apesar de aposentado, teria sido mantido como titular de uma comissão permanente do Tribunal, sendo substituído em dezembro de 2025 por Alisson Alencar. O ministro justificou as restrições citando o risco de influência institucional e o histórico do investigado na Operação Ararath, ocorrida em 2017.

A Operação Tomada de Contas resultou na prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo, além de outros cinco investigados, incluindo advogados e servidores. Os conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar também foram afastados de suas funções por determinação judicial.

A Polícia Federal investiga um esquema de favorecimento de empresas e pagamentos extraordinários a servidores e conselheiros fora da folha de remuneração. Entre janeiro e outubro de 2025, a análise bancária identificou movimentações suspeitas que somam R$ 75,8 milhões.

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