Mauro Mendes critica fim da escala 6x1 em debate no Senado, em Cuiabá
Senador eleito defende modelo de trabalho dos Estados Unidos e critica leis trabalhistas brasileiras.

O senador eleito e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, manifestou resistência ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. A discussão da medida teve início nesta terça-feira, 6 de outubro, no plenário do Senado.
Mauro Mendes, que será empossado no próximo ano e ainda não possui direito a voto, argumentou que o Estado não deve intervir de forma direta na relação entre empregador e empregado. O político defendeu a adoção de um modelo similar ao dos Estados Unidos, onde trabalhadores podem atuar por 12, 14 ou 16 horas diárias para aumentar a remuneração e a qualidade de vida.
O senador e empresário afirmou que a legislação brasileira impõe dificuldades para quem gera empregos e para quem deseja trabalhar. Ele classificou como absurdo o fato de que jornadas de 11 horas por dia possam ser enquadradas como trabalho análogo à escravidão no Brasil.
Para Mauro Mendes, é necessária uma reforma ampla e adequada ao mundo moderno e globalizado. Ele alegou que a atual situação leva milhares de brasileiros a buscarem trabalho clandestinamente em solo americano.
A PEC 221/2019, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, propõe a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. O texto prevê a distribuição do trabalho em cinco dias, garantindo dois dias de repouso remunerado sem redução de salário.
A proposta é defendida pelo presidente Lula e deve passar por cinco sessões de debate antes da votação em primeiro turno. O início das discussões ocorre próximo ao segundo turno da eleição presidencial, previsto para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro.
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