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Seis mulheres de Mato Grosso integram lista de poderosas do agro da Forbes

Seleção considera impacto nas cadeias produtivas, mobilização de pessoas e poder de decisão sobre negócios.

Por Redação VORA News
Seis mulheres de Mato Grosso integram lista de poderosas do agro da Forbes

A segunda edição da lista de mulheres poderosas do agronegócio, divulgada pela Forbes Brasil, destaca seis profissionais que atuam em Mato Grosso. Entre as selecionadas estão a presidente da Fundação Amaggi, Belisa Souza Maggi, a pecuarista Carmen Perez, a fundadora do movimento Agroligadas, Geni Caline Schenkel, a engenheira agrônoma Maria Cecília Zenezokemaero, a pecuarista Natália Martins, de Cáceres, e a liderança indígena Neiriane Taerik, de Brasnorte.

Neiriane Taerik, de 26 anos, é a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, que abrange 12 aldeias Rikbaktsa no noroeste de MT. Através de um projeto de bioeconomia, um grupo de 16 mulheres comercializou 2,5 toneladas de castanha-do-pará entre 2024 e 2025, com a meta de atingir 800 toneladas anuais até 2027.

Maria Cecília Zenezokemaero, da etnia Haliti-Paresi, foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em engenharia agronômica pelo Instituto Federal de Mato Grosso, em Campo Novo do Parecis. Ela atua na assistência técnica de lavouras de algodão e defende a autonomia econômica. Os Paresi cultivam soja, milho, feijão e gergelim em 17 mil hectares, com renda distribuída igualmente entre as famílias.

A pecuarista Carmen Perez, em Araguaiana, implementou práticas de bem-estar animal na Fazenda Orvalho das Flores, reduzindo a mortalidade de bezerros de 14% para 1,6% na última temporada. Já Natália Martins, em Cáceres, migrou da advocacia para a gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, dando continuidade ao trabalho de genética Nelore de seu avô, José Humberto Vilela Martins.

Belisa Souza Maggi, acionista do grupo e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora, preside desde 2018 a Fundação Amaggi. A instituição, criada em Sapezal em 1997, possui atuação em 67 municípios distribuídos por nove estados brasileiros.

O estado de Mato Grosso também é citado na trajetória de outras mulheres da lista, como Cíntia Ticianeli, que dirigiu a destilaria da família em MT, e Mônica Marchett, cuja família se estabeleceu em Rondonópolis. Além disso, a pesquisadora Nair Helena Castro Arriel menciona que MT plantou 400 mil dos 570 mil hectares de gergelim do país na safra 2025/26.

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