UFMT investe R$ 1,97 milhão em estudo de árvores nativas em Sinop, Lucas e Alta Floresta
Projeto de Engenharia Florestal criará vitrines experimentais para comparar espécies nativas com eucalipto e teca em Mato Grosso.

O curso de Engenharia Florestal da UFMT Campus Sinop desenvolverá, ao longo de seis anos, um projeto de pesquisa em Sinop, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta, em Mato Grosso. Com investimento de R$ 1,97 milhão, a iniciativa prevê a criação de três vitrines florestais de dois hectares cada, totalizando seis hectares de área experimental.
O estudo avaliará o desempenho de cinco espécies nativas: tachi, peroba-mica, paricá, marupá e louro-branco. Essas árvores serão comparadas a referências comerciais, como a teca e o eucalipto, analisando-se a produtividade, o crescimento, a qualidade do tronco, a sobrevivência das plantas e a produção de biomassa.
Em Sinop, a unidade será instalada em área da Empaer, com foco principal no tachi. Em Lucas do Rio Verde, a implantação ocorrerá em terreno de empresa privada do setor de biomassa, utilizando o eucalipto como referência. Já em Alta Floresta, a parceria será com a Bacaeri Florestal Ltda, utilizando a teca como base comparativa.
O coordenador do projeto, professor Eduardo Schneid, afirma que a proposta surgiu da necessidade de ampliar informações sobre o uso econômico de espécies nativas amazônicas. O objetivo é diversificar as florestas plantadas em MT e ampliar alternativas para a produção de madeira de valor agregado e biomassa para energia.
As áreas servirão como espaços demonstrativos para técnicos, empresas e produtores rurais. O cronograma inclui a produção de mudas, plantio, monitoramento e a realização de seminários, dias de campo e boletins técnicos para orientar decisões sobre o cultivo comercial.
Parte dos recursos será destinada à compra de computadores de alta capacidade e equipamentos de inventário florestal para a UFMT Campus Sinop. A equipe técnica é composta pelos professores Eduardo Schneid, Jair Figueiredo do Carmo, Júlia Graziela da Silveira, Juliano de Paulo dos Santos e Pedro Henrique Oliveira Simões.
As atividades devem começar em dezembro deste ano, após a liberação dos recursos e formalização do financiamento. Estudantes de graduação e pós-graduação poderão integrar a pesquisa como voluntários ou bolsistas.
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