Governo de Mato Grosso promove 140 desligamentos em Cuiabá e estado
Cortes em cargos comissionados e demissões punitivas fazem parte de plano de economia de R$ 1 bilhão por ano.

O governo de Mato Grosso publicou novas exonerações no Diário Oficial desta quinta-feira, 4, atingindo cargos de gerência e assessoria na Empaer-MT e na Desenvolve MT. Na Empaer, o diretor-presidente Suelme Evangelista Fernandes desligou Henrique da Cruz Ramos e José Ricardo Sant Ana Brito. Já na Desenvolve MT, o diretor-presidente Rodrigo Ribeiro Verão exonerou sete profissionais, incluindo as áreas jurídica, financeira, de fomento e gestão de pessoas.
As movimentações recentes somam cerca de 140 desligamentos em 48 horas. O maior volume ocorreu na terça-feira, 3, com a saída de 115 pessoas em cargos comissionados e funções de confiança. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania registrou 34 baixas, com a saída de quatro superintendentes e quatro secretários-adjuntos.
A reestruturação também atingiu a Secretaria de Educação, com 21 exonerações, a Casa Civil, com 11 saídas, além do Ipem e das secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Além dos cargos comissionados, o governador Otaviano Pivetta aplicou a demissão punitiva a 16 servidores após processos administrativos disciplinares por inassiduidade habitual e abandono de cargo. A lista inclui seis policiais penais, cinco servidores da Educação, um analista socioeducativo, um técnico da Sema, um fiscal do Ipem e dois médicos.
Sobre os médicos Antônio Maria Claret Louzada de Lima e Maria Cristina Coelho, o governador determinou a abertura de procedimento para apurar e cobrar o ressarcimento de salários recebidos sem a prestação de serviços.
A medida integra uma reforma administrativa que visa economizar até R$ 1 bilhão anualmente. O plano, elaborado por um grupo de 10 técnicos com a participação da vice-governadora Gisela Simona, busca reduzir a estrutura estatal e adequar os gastos à realidade financeira de Mato Grosso.
A reorganização é considerada urgente devido à transição do sistema tributário brasileiro. A substituição do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) pode causar perdas na arrecadação, levando o Estado a focar investimentos em logística, infraestrutura e rede energética para atrair indústrias.
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