Acusado de explorar jogo de azar fecha acordo com MP em Cuiabá
Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva terá processo separado dos demais após proposta de acordo de não persecução penal.

Um dos sete investigados por associação criminosa, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e exploração de jogo de azar em Cuiabá, Mato Grosso, firmou um acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou o desmembramento do processo de Victor Vinicius de Freitas Gonçalves Silva para analisar a homologação do acordo de não persecução penal (ANPP).
O ANPP é um instrumento que permite ao Ministério Público interromper a acusação caso sejam cumpridas determinadas condições. A medida é aplicada em crimes sem violência ou grave ameaça, com pena mínima inferior a quatro anos, e depende de homologação judicial para ter efeito.
Diferente de Victor, Bruno Fabiano Marques de França não respondeu à proposta de acordo, o que levou o MPMT a solicitar a continuidade da ação. O juiz intimou a defesa de Bruno para apresentar a resposta à acusação, sob risco de o caso ser assumido pela Defensoria Pública.
Sobre as medidas cautelares, o magistrado decidiu que pedidos de liberação de bens, desbloqueio de patrimônio ou revogação de suspensão de redes sociais, como o solicitado por Gabriel Ferreira de Oliveira, devem tramitar em processo apartado. A medida visa evitar a duplicidade de decisões e a demora na ação penal.
O mesmo critério foi aplicado aos pedidos de Victor Vinicius, Cristiane de Freitas Gonçalves Silva e Nicolas Guilherme de Freitas Gonçalves Silva, que já haviam sido realizados em processo cautelar. No caso de Cristiane, a defesa possui cinco dias para apresentar procuração e endereço atualizado, sob pena de a resposta à acusação ser desconsiderada.
A denúncia recebida pela Justiça aponta que os sete acusados formavam uma associação criminosa. Além disso, Bruno, Gabriel, Carlos Henrique Morgado Rodrigues, Nicolas e Victor são acusados de exploração de jogo de azar e crime contra a economia popular, enquanto Gabriel, Nicolas, Cristiane e Sandra Regina Ferreira também respondem por lavagem de dinheiro.
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