Justiça mantém prisão de acusado de mandar matar advogado em Cuiabá
Decisão judicial preserva medidas cautelares contra suspeitos de homicídio ocorrido em Mato Grosso

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva de Aníbal Manoel Laurindo. Ele é apontado como o mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, na capital de Mato Grosso.
A decisão também manteve o encarceramento de Antonio Gomes da Silva, apontado como executor, além de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. No último dia 2 de outubro, esses três acusados foram condenados a penas que somam 67 anos de prisão por planejar, intermediar e executar o crime.
Para o magistrado, a manutenção das prisões é necessária para garantir a ordem pública e evitar a reiteração delitiva, sendo a tornozeleira eletrônica insuficiente. No caso de Aníbal Laurindo, as investigações indicam que a encomenda do homicídio ocorreu devido a uma disputa judicial por terras em Mato Grosso.
Gilberto Louzada da Silva, acusado de dar suporte logístico ao grupo Comando C4, teve a prisão domiciliar mantida por questões clínicas. Já Peterson Venites Komel Júnior, também colaborador do grupo, obteve autorização para circular entre Barueri e São Paulo para trabalho, mas continua sob monitoração eletrônica.
O juiz determinou ainda que a Polícia Federal entregue, em 15 dias, nova mídia com dados de um dispositivo com defeito. O material passará por perícia da Politec-MT para que as defesas tenham acesso integral ao conteúdo digital da investigação.
O crime aconteceu no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, quando Zampieri saía de seu escritório. O Ministério Público afirma que a motivação foi uma disputa pela Fazenda Lagoa Azul, em Paranatinga, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.
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