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Angeliquinha retorna à prisão em Cuiabá e entra em regime de isolamento

Detenta com condenações superiores a 260 anos ficará 180 dias no Regime Disciplinar Diferenciado.

Por Redação VORA News
Angeliquinha retorna à prisão em Cuiabá e entra em regime de isolamento

A Polícia Civil de Mato Grosso transferiu para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, a detenta Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha. A mulher, apontada como liderança de facção criminosa em Alta Floresta e região, havia fugido da unidade na capital em agosto de 2025.

Por determinação da 5ª Vara Criminal de Sinop, a detenta ficará no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) por um período inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. A medida foi solicitada pela Polícia Civil durante a Operação Showdown, sob a justificativa de que a mulher manteve funções de comando na organização criminosa mesmo enquanto estava foragida no exterior.

Angeliquinha soma condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão. Ela é alvo de diversos mandados de prisão e inquéritos que investigam crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e coordenação de atividades criminosas.

A detenta foi localizada em 22 de setembro de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em operação conjunta entre as polícias de Mato Grosso e da Bolívia. Após a captura, ela foi entregue à Polícia Federal e permaneceu provisoriamente no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

O transporte para Cuiabá foi realizado por equipes da Gepol e da GCCO/Draco, com suporte do Ciopaer. A entrada na penitenciária foi autorizada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que assumiu a custódia da presa.

No âmbito da Operação Showdown, deflagrada em março, a Polícia Civil cumpriu 31 ordens judiciais contra o núcleo familiar da detenta. A ação incluiu bloqueios de contas, suspensão de empresas e sequestro de imóveis e veículos.

As investigações apontaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em um intervalo de um ano e sete meses. A Polícia Civil afirma que o valor é incompatível com a renda declarada e que negócios teriam sido utilizados para legalizar recursos de origem criminosa.

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