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Nova Xavantina lidera alta de violência contra mulher no leste de Mato Grosso

Registros de lesão corporal na região do Vale do Araguaia subiram 26% no primeiro trimestre de 2026.

Por Redação VORA News
Nova Xavantina lidera alta de violência contra mulher no leste de Mato Grosso

A região do Vale do Araguaia, no leste de Mato Grosso, registrou um aumento de 26% nos casos de lesão corporal contra mulheres entre janeiro e março de 2026. Foram contabilizadas 97 ocorrências, superando os 77 casos do mesmo período de 2025. O crescimento na região foi três vezes superior à média estadual, que foi de 8%, conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Nova Xavantina apresentou a maior alta da região, com o total de registros subindo de 80 para 105, um aumento de 31%. No município, as lesões corporais quase dobraram, saltando de 12 para 22 casos. Em Campinápolis, as lesões também dobraram, passando de 6 para 12, enquanto Barra do Garças viu as ocorrências desse tipo subirem de 40 para 48.

No primeiro trimestre de 2026, a região de saúde Garças-Araguaia somou 536 ocorrências envolvendo vítimas mulheres, incluindo ameaça, injúria, violência psicológica e estupro, alta de 5% em relação a 2025. Não houve feminicídios consumados no período, mas a Sesp registrou três tentativas de crime, todas ocorridas em Barra do Garças.

Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil contabilizou 11 feminicídios nos dez municípios da região, com quatro casos em Barra do Garças e quatro em Nova Xavantina. Um crime foi registrado em cada uma das cidades de General Carneiro, Ribeirãozinho e Torixoréu. No total do estado, foram 316 feminicídios no mesmo intervalo de tempo.

Dados do Ministério da Saúde indicam que Mato Grosso possui uma taxa de mortes de mulheres por agressão 41% superior à média nacional. Entre 2019 e 2024, o estado registrou 2,51 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto a média do Brasil foi de 1,78. Na região Garças-Araguaia, a taxa foi de 1,02, com nove mortes no período.

Notificações de serviços de saúde entre 2018 e 2024 mostram que 74% dos 359 casos de violência interpessoal contra mulheres na região envolveram agressão física. Quase metade das ocorrências, 49,6%, foi cometida por parceiros ou ex-parceiros, ocorrendo majoritariamente dentro de casa.

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