Cattani critica escalas de trabalho impostas pelo Estado em Cuiabá, MT
Deputado defende que a jornada de trabalho seja negociada diretamente entre patrão e empregado.

O deputado estadual Gilberto Cattani, do PL, afirmou nesta quarta-feira, 7, em Cuiabá, que qualquer escala de trabalho definida pelo Estado representa uma escravidão para o trabalhador. O parlamentar defendeu a implementação de escalas flexíveis, permitindo que a jornada seja acordada diretamente com o empregador.
Cattani classificou como prisões e escravidão modelos como as escalas seis por um, cinco por dois e quatro por três. Para o deputado, a imposição de regras fixas pelo governo, como a jornada de oito horas e o salário mínimo, obriga o funcionário a seguir determinações prévias.
As declarações ocorrem após o senador eleito Mauro Mendes, do União, manifestar-se na segunda-feira, 5, sobre a flexibilização de regras trabalhistas. Mendes citou o modelo dos Estados Unidos, onde a negociação ocorre principalmente entre patrão e empregado.
Mauro Mendes mencionou que brasileiros residentes nos Estados Unidos chegam a cumprir jornadas de 10, 12, 14 ou até 16 horas diárias, recebendo remunerações maiores por esse regime.
Cattani apoiou a fala de Mendes e argumentou que a liberdade do trabalhador deve prevalecer. Segundo o deputado, o volume de brasileiros que migram para trabalhar nos Estados Unidos comprova a eficácia do modelo norte-americano.
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