Secretária de Segurança condena violência política em Mato Grosso
Coronel Susane Tamanho lamentou ataques após segundo turno e confirmou prisão de suspeito de matar policial em Campo Novo do Parecis.

A secretária de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, classificou como lamentáveis os atos de violência ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais. A gestora defendeu a convivência democrática e o respeito ao resultado das urnas, independentemente das preferências políticas dos eleitores.
Um dos casos citados foi o assassinato do investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, em Campo Novo do Parecis. A vítima foi atingida no tórax após uma discussão de cunho político em um bar na avenida Brasil. Um homem de 59 anos, apontado como fazendeiro, foi preso sob a suspeita de efetuar os disparos, que também feriram outra pessoa no pé.
Em General Carneiro, o vereador Marcos Aurélio Bento Pena foi detido após disparos durante comemorações eleitorais, resultando em duas mulheres feridas, de 20 e 24 anos. O parlamentar, que é bombeiro militar da reserva, negou a intenção de atingir as pessoas e afirmou ter usado arma de pressão contra o telhado. Ele foi solto após pagar fiança de R$ 1.000.
A coronel Susane Tamanho afirmou que a Polícia Militar manteve o policiamento ostensivo nas ruas mesmo após o término da votação para prevenir conflitos. Ela destacou a eficiência da Polícia Judiciária Civil nas investigações, mencionando que o estado possui altos índices de esclarecimento de homicídios e feminicídios.
Outras tensões foram registradas em Cuiabá, no bairro Pedregal, com denúncias de coação de eleitores por facções criminosas, e na UFMT, com mensagens sobre possíveis agressões contra professores e alunos. O caso da universidade foi enviado ao Ministério Público Federal.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, a Secretaria de Segurança Pública de MT contabilizou 48 ocorrências no segundo turno, sendo 42 ligadas a desobediência ou desordem, com 31 pessoas conduzidas à delegacia. No levantamento da Polícia Federal sobre crimes eleitorais no país, Mato Grosso teve quatro registros.
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