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Erro de advogado atrasa recursos de condenados por fraude ao DPVAT em Cuiabá

Processo de 14 pessoas aguarda nova defesa de um dos réus para subir ao Tribunal de Justiça de MT

Por Redação VORA News
Erro de advogado atrasa recursos de condenados por fraude ao DPVAT em Cuiabá

A subida dos recursos de 14 condenados por fraudes no seguro DPVAT ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso está atrasada. O problema ocorreu porque o advogado de João Carlos Correia Cardoso perdeu o prazo para apresentar as razões do recurso em Cuiabá.

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra concedeu oito dias para que o réu nomeie um novo defensor. Caso ele não seja localizado ou o novo advogado também perca o prazo, a Defensoria Pública de Mato Grosso será responsável pela defesa. O processo seguirá para o TJMT após essa etapa e a resposta do Ministério Público.

O esquema, investigado pela Operação Apate, funcionou entre 2017 e 2019. O grupo falsificava certidões de óbito, laudos de necropsia e boletins de ocorrência de acidentes inexistentes para solicitar indenizações. O prejuízo à Seguradora Líder superou R$ 200 mil, conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso.

Para a operação, moradores de periferias eram recrutados para ceder contas bancárias e documentos em troca de comissões. O ex-policial militar Mauro de Campos Pereira, apontado como líder, foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado por estelionatos e comando de organização criminosa.

Gesivaldo da Silva Santos, indicado como o segundo comando, recebeu pena de sete anos e quatro meses. Outras sete pessoas foram condenadas por estelionato e organização criminosa, enquanto mais seis foram condenadas apenas por estelionato, em alguns casos na forma tentada.

A sentença de primeira instância também absolveu réus de parte das acusações por falta de provas ou por fatos específicos. Todos os condenados recorreram da decisão, mas o envio dos autos ao tribunal depende agora da regularização da defesa de João Carlos.

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