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Mato Grosso terá queda na produtividade de soja na safra 2026/27

Projeções da Conab e do Imea indicam redução no volume colhido e aumento nos custos de produção no estado.

Por Redação VORA News
Mato Grosso terá queda na produtividade de soja na safra 2026/27

Mato Grosso deve registrar queda na produtividade e no volume de soja colhido na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção de 50,9 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 1,4% em relação ao ciclo anterior. Essa retração de 737 mil toneladas é a maior redução absoluta prevista entre os estados do Brasil.

A área de plantio em Mato Grosso deve crescer 0,6%, atingindo 13,08 milhões de hectares. No entanto, a produtividade média projetada pela Conab é de 3.889 quilos por hectare, uma queda de 2% comparada à safra passada. O rendimento estimado equivale a 64,8 sacas de 60 quilos por hectare.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Senar-MT, apresenta números mais conservadores. A entidade projeta a produção estadual em 48,88 milhões de toneladas, com a produtividade caindo 5,43%, fixando-se em 62,44 sacas por hectare.

O cenário financeiro é de alerta, com o Imea prevendo que o custo total da lavoura suba 16,69%, chegando a R$ 8.171,41 por hectare. O indicador de resultado operacional, conhecido como Lajida, pode cair 35,05%, reduzindo-se para R$ 1.069,47 por hectare, pressionado por itens como diesel e fertilizantes fosfatados.

A Conab aponta que os produtores podem reduzir o pacote tecnológico, incluindo fertilizantes e defensivos, devido ao custo dos insumos e à cautela nos investimentos. Além disso, o fenômeno El Niño traz riscos de temperaturas elevadas no início do ciclo, o que exige maior monitoramento das lavouras.

Douglas Vaz-Tostes, gerente técnico nacional da GIROAgro, afirma que o ponto central da safra será ajustar despesas sem prejudicar a cultura. Ele destaca que a análise de solo é fundamental para evitar aplicações desnecessárias e direcionar recursos para as necessidades reais da planta, evitando perdas superiores à economia com insumos.

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