STJ concede prisão domiciliar a investigada por tráfico em Lucas do Rio Verde
Mulher suspeita de movimentar R$ 2 milhões em esquema de lavagem de dinheiro em MT poderá ficar em casa com a filha.

O ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou a prisão domiciliar de Lorraine Maria Anunciação em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (19) após recurso da defesa da investigada, que é alvo da Operação Ragnarok.
A Polícia Civil de Mato Grosso apura a existência de uma organização criminosa com mais de 50 integrantes envolvidos em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e posse ilegal de armas. No total, o esquema teria movimentado mais de R$ 10 milhões na região.
Durante as diligências, os policiais apreenderam R$ 36 mil e cerca de 10 quilos de cocaína na casa de Lorraine. As investigações apontam que ela movimentou mais de R$ 2 milhões, valor incompatível com sua renda mensal declarada, que é pouco superior a R$ 2 mil.
A Polícia Civil indica que Lorraine e outras mulheres do grupo eram responsáveis por transferir valores da venda de entorpecentes e taxas de facções. O dinheiro passava por diversas contas e por uma empresa suspeita de ser fachada para ocultar a origem do capital.
A defesa solicitou a prisão domiciliar para que a investigada cuidasse da filha de 3 anos, alegando que as drogas encontradas pertenciam ao companheiro. O pedido havia sido negado anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Ao analisar o caso, o ministro do STJ aplicou a previsão legal para mães de crianças menores de 12 anos. Lorraine deverá utilizar tornozeleira eletrônica para monitoramento enquanto cumpre a medida em sua residência.
A concessão da prisão domiciliar não encerra o processo criminal. A mulher segue respondendo pelas acusações de lavagem de dinheiro, posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
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