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Justiça de Cuiabá mantém acordo com sargento da PM em caso de escutas em MT

Militar terá novo prazo para cumprir obrigações em processo de denunciação caluniosa contra desembargador.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá mantém acordo com sargento da PM em caso de escutas em MT

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado com o 3º sargento da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior. O processo apura denunciação caluniosa ligada ao caso das escutas telefônicas ilegais em Mato Grosso, episódio chamado de Grampolândia Pantaneira.

O acordo, estabelecido em junho de 2024, determina que o militar realize prestação de serviços à comunidade por um ano e pague a quantia de R$ 28.240, valor que deve ser dividido em 24 parcelas. A medida ocorre em processo relacionado a acusações contra o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Marcos Regenold Fernandes.

O Ministério Público Estadual havia pedido a rescisão do compromisso por falta de comprovação do cumprimento das condições. A defesa do sargento alegou que ele não foi intimado validamente para iniciar os pagamentos e os serviços, mas que possuía disposição para cumprir o acordo integralmente.

O magistrado concluiu que não houve descumprimento voluntário, pois a intimação pessoal não foi efetivada. O juiz observou que, por ser policial da ativa, o sargento poderia ter sido localizado através do comandante de sua unidade.

Após audiência extrajudicial e homologação de um termo de rerratificação, o processo retornará à 2ª Vara Criminal de Cuiabá para fiscalização. O sargento deverá ser intimado pessoalmente, preferencialmente via comando da PM, e terá 15 dias para iniciar as obrigações.

A Justiça determinou a liberação da guia para o pagamento da primeira parcela. Caso as condições estabelecidas não sejam cumpridas, o acordo poderá ser rescindido, o que possibilitará a continuidade da persecução penal.

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