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Crianças com superdotação enfrentam desafios escolares em Mato Grosso

Casos em Várzea Grande e outras regiões de MT revelam a necessidade de suporte especializado para alunos com altas habilidades.

Por Redação VORA News
Crianças com superdotação enfrentam desafios escolares em Mato Grosso

Benjamin Lima Mendes, natural de Várzea Grande, Mato Grosso, foi diagnosticado com altas habilidades e superdotação após surpreender os pais ao recitar o alfabeto em português e inglês com um ano e meio. Aos quatro anos, o menino já era alfabetizado e demonstrava memória fotográfica e aprendizado rápido, conforme relatado por sua mãe, Gilmara Pereira Lima.

Outro caso registrado em MT é o de Alice Vicentino, de 6 anos. Com QI de 137, a menina apresenta dupla excepcionalidade, unindo a superdotação ao transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 de suporte. Alice domina operações matemáticas complexas, incluindo raiz quadrada, e possui hiperfoco em planetas e ornitologia.

Joaquim Azevedo Vitalino, de 14 anos, também possui diagnóstico de TEA nível 1 e QI de 135. Com facilidade em diversas áreas do conhecimento, o jovem demonstrou desde cedo interesse por aviação, biologia e colonização de Marte, chegando a avançar uma série escolar devido ao seu desempenho.

Apesar da facilidade cognitiva, as famílias relatam dificuldades de inclusão. Gilmara Lima mencionou a falta de suporte escolar inicial para Benjamin, enquanto Joaquim relatou ter sofrido exclusão e preconceito por parte de colegas que se sentiam intimidados por seu desempenho escolar.

A psicóloga infanto juvenil Gina Coelho explica que altas habilidades e superdotação referem-se a potenciais acima da média em áreas como a intelectual, artística ou de liderança. Ela ressalta que isso não significa necessariamente um QI alto em tudo e que o desenvolvimento pode não ocorrer no mesmo ritmo em todas as áreas.

A especialista destaca ainda a existência da dupla excepcionalidade, quando a superdotação coexiste com condições como autismo, TDAH ou dislexia. Segundo Coelho, é fundamental compreender as particularidades de cada criança para evitar generalizações sobre a inteligência e a maturidade emocional.

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