Gaeco investiga 13 vereadores de Várzea Grande por suspeita de corrupção
Operação Cathedra Venalis apura pagamentos indevidos e compra de votos na disputa pela Mesa Diretora do Legislativo em MT

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis em Várzea Grande, Mato Grosso. A ação investiga supostas irregularidades envolvendo agentes públicos, com foco em suspeitas de corrupção na disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal.
A investigação apura se parlamentares receberam vantagens financeiras para apoiar a eleição interna do Legislativo e se houve repasses periódicos para manter agentes públicos em silêncio. Entre os investigados estão o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), e os vereadores Gisa Barros (Podemos), Rogerinho da Dakar (PSDB), Cilço da Cruz (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alecsand (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Kleberton Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos) e Enfermeiro Emerson (PP).
Também são citados na apuração o secretário legislativo Samir Katumata (PL) e a diretora financeira da Câmara, Lorineide. Um ponto central é a eleição de maio, na qual Wanderley Cerqueira foi reconduzido à presidência por 12 votos a 11. O Gaeco busca verificar se existe relação entre esses votos e possíveis pagamentos, lembrando que o STF anulou a eleição anterior por antecipação excessiva do processo.
As suspeitas surgiram de uma denúncia anônima em maio, que relatava a articulação de votos em uma chácara no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, propriedade do pai do vereador Dr. Miguel. O documento mencionava a circulação de dinheiro vivo, tentativas de cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) e interesses na privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG).
Durante as diligências, equipes do Gaeco visitaram endereços de pessoas citadas, com relatos de recolhimento de computadores e celulares. Alguns parlamentares afirmaram que agentes estiveram em suas residências, mas não levaram materiais, e declararam não ter nada a temer.
A Câmara Municipal de Várzea Grande informou que não houve mandados de busca em suas dependências, tratando as ações em residências como apurações individuais. O órgão afirmou que cabe a cada vereador buscar acesso aos autos para exercer a ampla defesa.
Mais notícias de Várzea Grande ›
Mais notícias de Mato Grosso
- Suspeito de envolvimento em sessão de tortura morre em confronto com a PM em MT
- Justiça de Cuiabá recebe queixa-crime de Abilio Brunini contra homem suspeito de crimes contra a honra
- Criança de 2 anos prende dedo na corrente de bicicleta e é socorrida pelos Bombeiros em Lucas do Rio Verde
- Polícia Civil deflagra operação para apurar tráfico e homicídio em Guarantã do Norte
- Júri condena três réus por morte de detento no presídio Ferrugem em Sinop
- Bandido que espancou namorada com ripa morre em confronto com a PM em MT