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Empresário nega uso de incentivos fiscais em Cuiabá, Mato Grosso

João Antonio Fagundes Neto afirma que valores citados referem-se a modelos de tributação gerais do setor.

Por Redação VORA News
Empresário nega uso de incentivos fiscais em Cuiabá, Mato Grosso

O empresário João Antonio Fagundes Neto, filho do candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, negou ter recebido subsídios fiscais direcionados. Em entrevista coletiva realizada em Cuiabá, ele explicou que os dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) referem-se a modelos de tributação aplicados a setores econômicos e classes de produtos, e não a benefícios específicos.

A declaração ocorre após Wellington Fagundes afirmar que desistiria da candidatura caso fosse comprovado que filhos ou esposa receberam incentivos fiscais. O candidato criticou o sistema de isenções do estado, classificando-o como escandaloso e alegando que cerca de R$ 15 bilhões estariam concentrados em aproximadamente 30 grandes grupos econômicos.

Sobre os registros de R$ 1 milhão cada, entre 2019 e 2025, nas empresas Raça Agro Norte e Zootec, João Antonio esclareceu que se trata de renúncia não programática ou substituição tributária. Segundo o empresário, esse tratamento é aplicado ao produto e está disponível para qualquer concorrente do mercado, não sendo um benefício exclusivo para suas empresas.

O empresário também negou a propriedade da SGM Indústria e Beneficiamento de Madeiras Ltda., sediada em Colniza, que havia sido incluída no montante divulgado. Ele afirmou que a empresa é do setor madeireiro, área na qual não atua, e que o negócio não pertence à sua família.

Quanto ao Prodeic e outros programas de desenvolvimento estadual, João Antonio assegurou que autorizações formais não significam usufruto efetivo de isenções diretas. Ele defendeu que dados da Fazenda Pública comprovam que as empresas de seu grupo não utilizaram recursos de incentivos nessas operações.

Em contrapartida, a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) criticou as falas de Wellington Fagundes. A entidade publicou nota afirmando que os incentivos fiscais fomentam a economia e tornam as empresas locais mais competitivas, sob risco de redução da capacidade financeira do estado sem tais medidas.

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