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PF revela saques atípicos de assessores do TCE em Cuiabá, MT

Imagens de câmeras mostram retiradas de dinheiro em espécie em mochilas e sacolas dentro do tribunal.

Por Redação VORA News
PF revela saques atípicos de assessores do TCE em Cuiabá, MT

A Polícia Federal identificou que assessores jurídicos e a chefe de gabinete da Presidência do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá, realizavam saques de dinheiro em espécie de forma coordenada. As imagens do circuito interno do posto do Sicoob, localizado dentro do órgão, mostram Felipe José Glinke, Gustavo Fernandes da Silva e Roseli Loss retirando valores em mochilas e sacolas em um intervalo de oito minutos no dia 5 de setembro de 2025.

Os investigadores apontam que o grupo agia sob orientação única. Em episódios registrados, Gustavo Fernandes da Silva teria entregue objetos semelhantes a barras de chocolate ou biscoitos para a atendente, que consultava um caderno de controle interno antes de entregar os blocos de dinheiro. Outras cenas mostram a liberação de saques via QR Code, sem o uso de cartão ou senha.

A PF detalha que a prática se repetiu em datas como 16 e 30 de setembro, envolvendo também Adriangelo Barros Antunes, ex-cunhado do presidente Sérgio Ricardo de Almeida, e o técnico Jocimauro Bento do Carmo. Em um dos casos, o próprio presidente do tribunal compareceu ao caixa acompanhado de Roseli e Adriangelo.

O relatório policial destaca a atuação de operadores financeiros. Entre janeiro e outubro de 2025, o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia recebeu R$ 32,3 milhões, enquanto Gustavo recebeu R$ 15,9 milhões e Felipe R$ 9,9 milhões, a maioria via ordens bancárias avulsas. Jocimauro teria recebido R$ 3 milhões no mesmo período.

As imagens mostram ainda situações em que Felipe José Glinke teria assinado folhas em branco ou solicitado o adiamento de atendimentos para evitar a presença de terceiros. Grhegory Paiva Pires Moreira Maia também foi filmado recolhendo pacotes de dinheiro em mochilas e envelopes.

Por determinação do ministro Og Fernandes, do STJ, três dos envolvidos estão presos desde a última quinta-feira. A decisão proíbe contato com funcionários do Sicoob para evitar interferências, já que as atendentes são consideradas testemunhas relevantes devido aos procedimentos atípicos observados.

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