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Expansão de ferrovias deve reduzir gargalos de escoamento em Mato Grosso

Empresário Cidinho Santos aponta Fico, Ferrogrão e Ferrovia Estadual como alternativas para a logística do estado.

Por Redação VORA News
Expansão de ferrovias deve reduzir gargalos de escoamento em Mato Grosso

A ampliação da malha ferroviária em Mato Grosso pode diminuir a dependência do transporte rodoviário e solucionar problemas no escoamento da produção agrícola e industrial. A análise foi feita pelo empresário Cidinho Santos durante o Global Agribusiness Festival, em São Paulo, onde destacou a Ferrogrão, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia Estadual como caminhos para a infraestrutura do estado.

Cidinho, que atua como CEO do Grupo MC Empreendimentos e presidente licenciado do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, projeta que MT estará bem servido no modal ferroviário em um período de cinco a dez anos. Para ele, essa evolução é essencial para acompanhar o crescimento da produção local.

O empresário mencionou que a indústria de etanol de milho auxilia na redução da pressão sobre a armazenagem e o transporte, pois processa parte dos grãos dentro de Mato Grosso. No entanto, ele ressaltou que ainda é necessário avançar em logística e infraestrutura.

Para atrair novos investimentos da iniciativa privada, Cidinho defendeu a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade em regras ambientais e a redução dos custos de crédito e juros.

Sobre o modal rodoviário, foram citadas as obras na BR-163, que conta com cerca de 5 mil trabalhadores em frentes de duplicação e melhorias para aumentar a segurança e a capacidade de tráfego no corredor que liga a produção ao Arco Norte.

No evento, Fernando Dihel, diretor-executivo da Ultracargo, defendeu a integração entre rodovias, ferrovias e cabotagem para baixar custos. Já Elisangela Pereira Lopes, da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura, alertou para a diferença entre o volume de produção agrícola e a capacidade de armazenagem disponível.

Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, avaliou que o aumento da produção no campo abre oportunidades para novos investimentos em industrialização, logística e armazenagem nas próprias regiões produtoras.

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