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Política

Candidatos com perfis inusitados e figuras conhecidas perdem eleições em MT

Apresentadores, empresários e nomes com apelidos chamativos não conseguiram conquistar vagas no Legislativo de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Candidatos com perfis inusitados e figuras conhecidas perdem eleições em MT

A última eleição em Mato Grosso registrou a derrota de diversos candidatos que ganharam notoriedade por nomes peculiares ou trajetórias conhecidas. A disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal incluiu desde figuras da televisão até lideranças do agronegócio e representantes religiosos.

Na corrida para a Assembleia Legislativa, o apresentador do SBT Cuiabá, Arthur Garcia, do partido Novo, obteve 4.700 votos, mas não foi eleito. Já Hugo Garcia, do PSDB e presidente da Aprofir-MT, alcançou 422 votos e ficou como suplente. Hugo Garcia foi alvo de busca e apreensão na Operação Mandato Espúrio, que investiga movimentações financeiras irregulares acima de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT.

Regivaldo Cardoso, conhecido como Régis Cardoso, recebeu 2.935 votos e não foi eleito para a Assembleia. Ele ingressou na política após a morte da esposa e de três filhas na Chacina de Sorriso, ocorrida em novembro de 2023. Outros candidatos ao Legislativo estadual com apelidos marcantes, como Pirata do Mato Grosso, com 1.109 votos, e Cowboy do Povo, com 252 votos, também não conquistaram mandatos.

Para a Câmara Federal, o candidato Vilmar Rigo, do Novo, utilizou o apelido de Bolsonaro da Shopee devido à semelhança física com o ex-presidente, somando 2.142 votos. O apresentador da TV Vila Real, Professor Haroldo, obteve 17.531 votos, enquanto o empresário Fernando Japidinho recebeu 4.823 votos, terminando como suplente.

O Procurador Mauro, do PSD, não conseguiu se eleger para a Câmara Federal mesmo com 15.112 votos, marcando sua décima derrota eleitoral em Mato Grosso. A disputa federal também contou com a participação de Ana Paula de Oliveira Dantas, a Carequinha, com 4.569 votos, e representantes religiosos como o Padre Sebastião, com 1.997 votos, e Mãe Kaká Garcia, com 609 votos.

No segmento indígena, a disputa por vagas na Assembleia Legislativa resultou em suplências para Eliane Xunakalo, com 3.427 votos, e Luciene Kayabi, que recebeu 243 votos.

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