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PF combate tráfico internacional e lavagem de dinheiro em Mato Grosso

Operação Ifrit investiga policiais e agentes públicos envolvidos em esquema que movimentou R$ 500 milhões.

Por Redação VORA News
PF combate tráfico internacional e lavagem de dinheiro em Mato Grosso

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Ifrit nesta quarta-feira, 4, com ações em Mato Grosso e outros seis estados. A ofensiva mira uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de armas e drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Entre os investigados estão um delegado, investigadores da Polícia Civil, um policial militar e um policial rodoviário federal aposentado de MT.

O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar em Campo Grande, recebeu nova ordem de prisão preventiva e foi levado ao Presídio Federal de Campo Grande. Ele é suspeito de desviar cerca de duas toneladas de cocaína da Denar, com movimentação financeira estimada em R$ 15 milhões. A defesa do delegado informou que ainda não teve acesso total às provas e à decisão.

Outros alvos da operação incluem os investigadores Douglas Tobias, preso em residência no Condomínio Alphaville, e Andrey Elesbão Silva. Durante a ação, foi apreendido um veículo Ford Mustang Shelby GT500, avaliado em R$ 370 mil. A investigação aponta que policiais recebiam bens e dinheiro para vazar informações sigilosas, monitorar rivais e ocultar provas.

A organização criminosa, liderada por um núcleo familiar, possuía vínculos com as facções PGC e PCC. O grupo operava na fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, adquirindo armas e drogas na Bolívia, Peru e Paraguai para distribuição no Brasil e exportação para Portugal e Espanha.

Além do tráfico, o grupo é investigado por torturas, sequestros, atentados e homicídios, utilizando veículos blindados e armas de grosso calibre. A apuração indica que o esquema movimentou mais de R$ 500 milhões no período de dois anos.

A Justiça Federal de Campo Grande expediu 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram determinadas três monitorações eletrônicas e o afastamento de três policiais civis. As ações ocorrem em MT, MS, SC, PR, SP, GO e RO.

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