Eleições encerram ciclos de famílias políticas em Mato Grosso
Derrotas nas urnas afastam representantes dos grupos Campos e Riva de cargos eletivos no estado.

O cenário político de Mato Grosso passa por mudanças após as eleições deste domingo, dia 4. Os irmãos Júlio e Jayme Campos, com atuação pública superior a 50 anos, não ocuparão cargos eletivos no estado. Júlio Campos, do União, obteve 18.517 votos e não foi reeleito, enquanto Jayme Campos foi impedido pelo partido de disputar o governo estadual.
Júlio Campos possui um histórico que inclui mandatos como prefeito de Várzea Grande, governador de MT, deputado federal, constituinte e senador. Recentemente, atuava como deputado estadual. Já Jayme Campos foi prefeito de Várzea Grande por três vezes, governador entre 1991 e 1995 e senador em dois períodos.
Com o fim dos mandatos atuais, ambos ficarão fora de cargos públicos ao menos até as eleições municipais de 2028. O movimento de saída do poder também atinge a família Riva, que perdeu representação eletiva após mais de 40 anos de trajetória política, sendo 32 anos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Janaina Riva, do MDB, tentou a vaga ao Senado Federal, mas ficou em terceiro lugar com 519.434 votos. As cadeiras foram conquistadas por Mauro Mendes, com 33% dos votos, e José Medeiros, com 27%. Jéssica Riva também não conseguiu se eleger deputada estadual, somando 25.979 votos.
A trajetória da família Riva inclui José Riva, que foi prefeito de Juara em 1982 e deputado estadual entre 1994 e 2014, período marcado por condenações e prisões. Outra derrota registrada foi a de Emanuelzinho, filho do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que obteve 50.951 votos.
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