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Justiça marca julgamento de PM por morte de advogado em Cuiabá

Heron Teixeira Pena Vieira é acusado de coordenar a execução de Renato Gomes Nery, ex-presidente da OAB-MT.

Por Redação VORA News
Justiça marca julgamento de PM por morte de advogado em Cuiabá

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, agendou para o dia 2 de dezembro, às 9h, o julgamento do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira. O réu é acusado de atuar como coordenador operacional no assassinato do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Gomes Nery, ocorrido em julho de 2024, em Cuiabá, Mato Grosso.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Heron teria planejado o crime e fornecido a arma utilizada nos disparos. O executor, Alex Roberto, que era caseiro de uma chácara do policial, teria utilizado a propriedade para treinar tiro. O Ministério Público afirma que a rotina da vítima foi monitorada antes da execução na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

A motivação do crime estaria relacionada a disputas financeiras e judiciais sobre interesses fundiários. O Ministério Público de Mato Grosso aponta que os mandantes seriam os empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bentos, que estariam contrariados por uma vitória judicial de Renato Nery.

Para a sessão no Fórum de Cuiabá, o Ministério Público indicou três testemunhas e a defesa de Heron arrolou cinco, incluindo o delegado Caio Fernando Alvares de Albuquerque. O magistrado autorizou que os depoimentos ocorram por videoconferência, dependendo da disponibilidade técnica dos convocados.

Este é o segundo julgamento do caso. O executor, Alex Roberto de Queiroz Silva, foi condenado em 15 de julho deste ano a 33 anos e 10 meses de reclusão, além de oito meses de detenção. Na ocasião, o tribunal do júri reconheceu que o crime foi praticado com promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além de Heron, outros três acusados ainda não foram a júri: os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, apontados como intermediários, e os empresários citados como mandantes.

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