Oficina em Cuiabá debate IA e geotecnologias para restauração em Mato Grosso
Evento reuniu especialistas para avaliar ferramentas de monitoramento de áreas degradadas no estado.

A Superintendência de Regularização e Monitoramento Ambiental da SEMA, em parceria com o Programa REM MT, Instituto Centro de Vida (ICV) e WRI Brasil, realizou nos dias 14 e 15 de outubro, em Cuiabá, a Oficina Técnica Geotecnologias e Inteligência Artificial aplicadas ao Monitoramento da Restauração no PRA de Mato Grosso.
O encontro buscou analisar como o sensoriamento remoto, a inteligência artificial e dados de campo podem aprimorar o acompanhamento de áreas em recomposição vinculadas ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) em MT. O objetivo foi identificar a viabilidade de integrar essas ferramentas aos sistemas da SEMA-MT, considerando suas limitações e necessidades de validação.
Participaram do evento representantes de instituições como Embrapa, INPE, MapBiomas, Observatório da Restauração, UNEMAT, UFSCar, UFMG, entre outras organizações públicas e privadas. Vinícius Silgueiro, do ICV, afirmou que a diversidade de atores é essencial para ampliar a recuperação ambiental, especialmente em rios e nascentes.
Um dos resultados foi a criação da Matriz de Potencial Tecnológico. O instrumento revelou que a automação já é eficiente para monitorar solo exposto, fogo e cobertura vegetal, mas que a análise de diversidade e regeneração da vegetação ainda depende de dados de campo e validações específicas para a realidade de Mato Grosso.
A secretária adjunta de Gestão Ambiental da SEMA-MT, Luciane Bertinatto, destacou que o uso da tecnologia é fundamental para solucionar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e alinhar a recuperação de áreas com a viabilidade econômica das propriedades e o Código Florestal Brasileiro.
O biólogo José Aparecido Macedo, que já plantou mais de 1 milhão de árvores no estado, ressaltou a importância de unir a ciência à prática. Eileen Acosta, do WRI Brasil, enfatizou que a troca de conhecimentos entre especialistas ajudará a incorporar as melhores ferramentas nas plataformas das secretarias.
A oficina teve caráter colaborativo e não definiu indicadores oficiais ou normas regulatórias. A Matriz de Potencial Tecnológico servirá agora como base para discussões futuras sobre protocolos, periodicidade e a operacionalização do monitoramento ambiental no estado.
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