Gastos de candidatos ao governo e Senado em Mato Grosso superam R$ 32,9 milhões
Maiores despesas foram concentradas em marketing, militância, serviços advocatícios e impulsionamento digital.

As campanhas eleitorais para o governo de Mato Grosso e para o Senado registraram gastos conjuntos superiores a R$ 32,9 milhões. O montante pode aumentar, pois o prazo para a prestação de contas termina no dia 3 de novembro. Os principais investimentos foram destinados a empresas de marketing, advogados, militância e conteúdos na internet.
Na disputa ao governo, Wellington Fagundes (PL) lidera as despesas com mais de R$ 7 milhões, sendo R$ 1,53 milhão para rádio e TV e R$ 1,1 milhão para advogados. Otaviano Pivetta (Republicanos) arrecadou a maior quantia, R$ 7,535 milhões, mas gastou R$ 6,2 milhões, priorizando serviços de terceiros e materiais impressos.
A candidata Doutora Natasha (PSD) utilizou quase R$ 4,4 milhões, dos quais R$ 1,5 milhão foi para prestadores de serviço. Já Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (AGIR) e Maurício Coelho (Mobiliza) somaram gastos inferiores a R$ 115 mil. O limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para o primeiro turno do governo é de R$ 7,1 milhões.
Para o Senado, o deputado José Medeiros (PL) teve a maior despesa, totalizando R$ 4,2 milhões, com R$ 1 milhão destinados ao impulsionamento em redes sociais. Margareth Buzetti (PP) gastou mais de R$ 2,9 milhões, investindo R$ 1,18 milhão em vídeos e programas de rádio e TV.
Pedro Taques (PSB) e Carlos Fávaro (PSD) gastaram R$ 2,2 milhões cada. Taques destinou R$ 1,6 milhão a prestadores de serviço, enquanto Fávaro investiu R$ 1,4 milhão em mobilização, redes sociais e advogados. Mauro Mendes (União) gastou quase R$ 2 milhões, com 60% do valor em materiais impressos, serviços de terceiros e impulsionamento.
Janaina Riva (MDB) declarou gastos acima de R$ 1,7 milhão, com R$ 880 mil para serviços de terceiros. Outros candidatos à vaga no Senado incluem Antônio Galvan (Avante), Coronel Darwin (Democrata), Beni Godoy e Nelson Ferreira (AGIR). O teto de gastos para a disputa ao Senado foi fixado em R$ 3,8 milhões.
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