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Fretes de grãos seguem elevados em Mato Grosso e no Brasil

Dados da Conab indicam estabilidade nos valores de transporte em agosto, influenciados pelo mercado do milho.

Por Redação VORA News
Fretes de grãos seguem elevados em Mato Grosso e no Brasil

Os valores do transporte agrícola permanecem em patamares altos no Brasil, apesar de quedas em algumas rotas de escoamento em agosto. Em Mato Grosso, os fretes recuaram em diversos trajetos, mas mantiveram-se firmes para o período, conforme aponta o Boletim Logístico de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A valorização do milho, que subiu mais de 20% desde a colheita, impulsionou a procura por caminhões. No estado de Mato Grosso, a colheita recorde de mais de 57 milhões de toneladas do cereal ainda demanda escoamento, somando-se ao consumo interno para alimentação animal e a previsão de uso de 16 milhões de toneladas por usinas de etanol.

No monitoramento de rotas mato-grossenses, o trajeto de Sorriso para Santos baixou de R$ 500 para R$ 490 por tonelada, mas segue 6,5% acima do valor de um ano atrás. De Primavera do Leste para Paranaguá, a tarifa caiu de R$ 410 para R$ 400, mantendo-se 11,1% maior que em agosto de 2025. Já a rota de Campo Novo do Parecis para Porto Velho estabilizou em R$ 290, com alta anual de 16%.

Em Mato Grosso do Sul, houve acomodação de preços na maioria dos corredores. O frete de Chapadão do Sul para o Guarujá recuou 9,4%, passando de R$ 320 para R$ 290 por tonelada. Em contrapartida, o trajeto de Maracaju para Paranaguá subiu 7,1%, atingindo R$ 285, enquanto a rota de Dourados para Paranaguá ficou estável em R$ 248.

No cenário nacional, a variação ocorreu conforme a demanda regional. Goiás registrou alta de até 22,9% entre Catalão e Araguari devido ao transporte de sorgo para Minas Gerais. Na Bahia, a maioria dos trajetos valorizou, enquanto o Maranhão teve redução no movimento após a concentração do escoamento da soja no primeiro semestre.

Sobre as exportações brasileiras entre janeiro e agosto de 2026, o país embarcou 92,7 milhões de toneladas de soja, alta de 7% ante o ano anterior, e 14,5 milhões de toneladas de milho, queda de 8%. Os portos do Arco Norte lideraram os embarques de ambos os grãos, com 48,98% do milho e 38,85% da soja.

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