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Política

Ex-arcebispo de Cuiabá pede fim de disputas políticas em Aparecida

Dom Mário Antônio da Silva, que deixou Mato Grosso para assumir a Arquidiocese de Aparecida, defende a unidade cristã durante celebrações da padroeira.

Por Redação VORA News
Ex-arcebispo de Cuiabá pede fim de disputas políticas em Aparecida

Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, ex-arcebispo de Cuiabá, Mato Grosso, assume nesta segunda-feira (12) o comando das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida. À frente da Arquidiocese de Aparecida (SP) desde maio, o religioso solicitou que o Santuário Nacional não seja utilizado como palco para disputas partidárias.

O pedido surge em um contexto de polarização eleitoral, após a propagação de uma notícia falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação atribuía ao candidato à Presidência a intenção de retirar o título de padroeira do país de Nossa Senhora Aparecida.

A polêmica trouxe à tona um projeto de 2007, proposto pelo então deputado federal mato-grossense Victorio Galli, que foi arquivado no ano seguinte. O caso repercutiu na disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula (PT), chegando à Justiça Eleitoral.

Dom Mário afirmou que a unidade cristã não exige pensamentos iguais, mas o reconhecimento da dignidade mútua. O religioso pediu que fiéis evitem discursos de ódio e ofensas, inclusive em redes sociais, transformando a devoção em solidariedade.

A principal missa do Dia da Padroeira ocorrerá às 9h de segunda-feira. Enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) confirmou presença, os presidenciáveis Lula e Flávio Bolsonaro não são esperados no evento.

Para garantir a ordem durante o período festivo, a segurança será reforçada com a mobilização de cerca de 660 policiais militares.

O ex-arcebispo de Cuiabá destacou que sua missão é acolher todos os peregrinos, independentemente de suas preferências eleitorais, respeitando as diferenças individuais.

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