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Política

Polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida repercute na política de Mato Grosso

Discussão nacional sobre a padroeira do Brasil resgatou projeto de lei de 2007 apresentado por parlamentar de MT.

Por Redação VORA News
Polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida repercute na política de Mato Grosso

A religião tornou-se ponto central nos debates finais do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, gerando reflexos na cena política de Mato Grosso. A controvérsia envolveu o candidato Flávio Bolsonaro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a repercussão de uma proposta legislativa antiga ligada ao estado.

O conflito começou após a circulação de conteúdos em redes sociais que associavam o candidato bolsonarista ao risco de remoção do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país. Flávio Bolsonaro negou a intenção e afirmou que a situação se tratava de uma fake news articulada pelo PT com auxílio de pessoas ligadas à CNBB.

Em resposta, a CNBB publicou nota oficial negando a disseminação de desinformação e solicitando provas das acusações. A instituição reforçou seu caráter apartidário e a manutenção de pautas voltadas à democracia, justiça social e direitos humanos.

O episódio trouxe à tona um projeto de lei de 2007, apresentado pelo então deputado federal Victório Galli, do PMDB-MT. O texto sugeria que a referência de Nossa Senhora Aparecida fosse alterada de Padroeira do Brasil para Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos, mas a matéria foi arquivada em 2008.

Questionado sobre a proposta, Victório Galli defendeu que a Câmara dos Deputados é o local adequado para debates e apresentação de projetos. Nas eleições de 2026, Galli concorreu a uma vaga de deputado federal pelo PP em Mato Grosso, recebendo 12.454 votos e ficando como suplente.

O cenário ocorre em um contexto de polarização religiosa, onde a maioria da população brasileira é católica, com 56,7% segundo o Censo de 2022, enquanto os evangélicos representam 26,9%.

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