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Raiva bovina ameaça produtividade e gera prejuízos em Mato Grosso

Doença viral transmitida por morcegos hematófagos não possui tratamento e exige vacinação preventiva para evitar perdas financeiras.

Por Redação VORA News
Raiva bovina ameaça produtividade e gera prejuízos em Mato Grosso

A raiva bovina representa um risco sanitário e financeiro para a pecuária em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho do Brasil. A enfermidade, causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central, é fatal e não possui tratamento eficaz após a manifestação dos sintomas.

A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas de morcegos hematófagos, conhecidos como morcegos-vampiros. Esses animais atacam o gado durante a noite, deixando pequenas lesões na pele que podem passar despercebidas, facilitando a propagação do vírus entre as propriedades.

Os impactos econômicos incluem a perda direta de receita com a morte de matrizes, novilhas e animais destinados ao abate, além da queda na produção de leite. A confirmação de focos também gera custos extras com vacinação emergencial e monitoramento epidemiológico obrigatório.

O diagnóstico laboratorial é indispensável, pois a raiva apresenta sinais clínicos semelhantes a outras doenças neurológicas. Veterinários alertam para mudanças repentinas de comportamento e dificuldades de locomoção nos bovinos como sinais de alerta.

Especialistas em sanidade animal indicam que a vacinação preventiva é a ferramenta mais eficiente e de baixo custo comparada aos prejuízos da doença. A recomendação é que os produtores sigam os calendários sanitários e as orientações dos órgãos de defesa agropecuária.

Em casos de suspeita, a orientação é evitar o contato com o animal e notificar imediatamente um médico-veterinário ou os serviços de defesa agropecuária. A rapidez na comunicação é essencial para conter a disseminação do vírus e proteger o rebanho.

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