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Justiça nega exame de sanidade mental para investigado em Várzea Grande

Decisão do TJMT mantém rejeição de perícia médica para José Maria Santana de Oliveira, alvo da Operação Speakeasy.

Por Redação VORA News
Justiça nega exame de sanidade mental para investigado em Várzea Grande

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, negar o recurso da defesa de José Maria Santana de Oliveira, residente em Várzea Grande. A medida mantém a decisão anterior que rejeitou a realização de um exame médico-legal para avaliar a saúde mental do investigado na Operação Speakeasy, em Mato Grosso.

A defesa de José Maria alegou que ele possui esquizofrenia catatônica e solicitou a perícia para verificar se a condição psiquiátrica afetou sua capacidade de entendimento. Para embasar o pedido, os advogados apresentaram histórico de tratamento, laudos médicos e documentos de internação psiquiátrica.

O desembargador Gilberto Giraldelli, relator do caso, afirmou que os documentos comprovam o diagnóstico, mas não demonstram que a doença comprometeu a capacidade do investigado durante as condutas apuradas ou sua condição atual para acompanhar o processo.

Um relatório da Penitenciária Central do Estado informou que o investigado foi atendido em junho de 2026, apresentando-se calmo, orientado e sem sinais de alucinações ou delírios. O documento destacou ainda que ele recebe medicação e acompanhamento psiquiátrico regular.

O relator fundamentou que a perícia de insanidade mental não é automática e exige dúvida razoável baseada em elementos concretos, conforme o Código de Processo Penal. Por esse motivo, o diagnóstico isolado não foi considerado suficiente para determinar o exame.

O colegiado também rejeitou o pedido para converter o julgamento em diligência, alegando que não houve indicação de providências específicas. No entanto, o desembargador ressaltou que a perícia poderá ser determinada se surgirem novos elementos que justifiquem a medida.

José Maria é investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas ao tráfico de drogas em Mato Grosso. De acordo com o processo, ele teria movimentado aproximadamente R$ 15,3 milhões em contas bancárias.

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