Pivetta cobra atuação das Forças Armadas na fronteira de Mato Grosso
Governador classificou a faixa de 900 quilômetros com a Bolívia como um balcão de negócios do crime.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que pretende solicitar a atuação das Forças Armadas na fronteira do estado com a Bolívia. Em declaração feita no domingo, 25 de outubro, ele descreveu a faixa de aproximadamente 900 quilômetros como um longo balcão de negócios do crime que opera ininterruptamente.
Pivetta criticou a gestão do Governo Federal no enfrentamento às organizações criminosas. Para o governador, a ausência de uma política nacional efetiva e de vontade política do governo atual para promover esse combate compromete as ações realizadas por Mato Grosso.
O gestor argumentou que, embora o estado tenha intensificado as operações contra facções, a movimentação de criminosos e a entrada de produtos pela fronteira exigem a resposta da União. Ele defendeu que a proteção e a vigilância das fronteiras são funções básicas e elementares das Forças Armadas do Brasil.
O governador anunciou que marcará uma audiência com o presidente da República após o encerramento da disputa eleitoral, manifestando preferência por tratar a demanda com um novo presidente. Pivetta demonstrou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro e defendeu a mudança no comando do país.
Na visão de Pivetta, se o Governo Federal assumir a proteção da fronteira, o estado terá capacidade de concentrar seus esforços na segurança interna. O objetivo seria tornar Mato Grosso o estado mais seguro do Brasil.
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